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Conta-se
que no Antigo Egito, Cleópatra a Rainha do Nilo, depois de esgotar todas
suas artimanhas de conquista, dançou a Dança do Ventre para seduzir Marco
Antônio, sendo então a primeira a desvirtuar a dança de seu caráter estritamente
religioso.

Por
volta de 1240 houve um monarca europeu chamado Frederick II, que apesar
da moralidade da época e maledicência de dois Papas, manteve um harém
com lindas dançarinas. Uma delas, sua favorita, foi mãe de um de seus
filhos. O Conselho de Lyon fez um oferta para que ele desistisse de seu
harém, mas Frederick II não aceitou, então foi condenado e destituído
do trono, sendo acusado entre outras coisas de imoral e herege.

O
escaravelho (bezouro) é um dos símbolos mais poderosos do Egito. Os antigos
egípcios acreditavam que o escaravelho voava aos céus e empurrava o grande
Deus Rá (sol) por toda sua trajetória durante o dia, até o entardecer,
para ser consumido por ele à noite, renascendo todas as manhãs, juntamente
com o nascer do sol. Por isso ele é encontrado em todas as pirâmides,
tumbas e templos.

Salomé
foi uma linda princesa, enteada do rei Herodes. Obcecado por ela, vivia
implorando-lhe que dançasse para ele, mas Salomé era apaixonada
pelo profeta João Batista. O profeta no entanto, era um homem de Deus
e evitava olhá-la para não cair em tentação. A princesa foi persuadida
por sua mãe a se vingar e dançou a Dança dos Sete Véus para o rei, que
enlouquecido de paixão disse a ela que pedisse o que quisesse. Salomé,
mais uma vez influenciada pela mãe, exigiu a cabeça do profeta numa bandeja
de prata. Vendo a cabeça de João Batista na bandeja, Salomé
horrorizada e sinceramente arrependida, disse que finalmente ele olhou
para ela.

Uma
das interpretações para o significado da Dança
dos Sete Véus está nessa antiga lenda babilônica.
Durante sua forçada descida ao Inferno, Inanna Deusa do Amor
e da Fertilidade, precisou passar pelos Sete Portais dos Sete Tempos.
A cada sétimo portão a Deusa tinha que se desfazer de
um dos seus "atributos" como riqueza, poder, beleza ou templos
para que assim, ela chegasse lá embaixo nua e indefesa, como
qualquer mortal quando passa para outra vida. A Dança dos Sete
Véus simboliza os sete portões pelos quais Inanna teve
que passar até sua chegada ao Inferno, desnudando seu corpo e
sua alma.

Umm
Kulthum foi uma famosa cantora egípcia nascida no início do século numa
vila próxima ao rio Nilo. Ela era a "Voz do Egito" e conhecida em todo
o mundo Árabe, numa época em que mulheres jamais se apresentavam em público.
Seu pai não se conformava em ver sua filha cantando na frente de homens
que ele não conhecia, mas era assim que Umm Kulthum sustentava sua família,
que era muito pobre. O pai de Umm então, resolveu vesti-la com roupas
de homem para que todos pensassem que se tratava de um rapaz e não de
uma moça. Foi assim que Umm Kulthum cantou durante muitos anos. Hoje em
dia, é muito comum ver, belíssimas apresentações de Dança do Ventre ao
som de suas músicas.

Na
Grécia Clássica, moças de famílias pobres
amarravam pequenas tiras de pano em volta do quadril e iam para o mercado
dançar e conseguir seu dote de casamento. Os espectadores jogavam
moedas de ouro para elas que as costuravam em seus "cintos"
de pano, daí surgindo os atuais cintos de moedas. Ainda é
costume hoje em dia dar gorjetas à dançarina do ventre por
sua bela perfomance, sendo esta a única modalidade de dança
que recebe dinheiro direto de sua platéia.

Uma
referência óbvia de que a Dança do Ventre tem relação
com os antigos rituais de fertilidade são os costumes que ainda
hoje são praticados por algumas comunidades árabes. Por
exemplo no Egito de hoje, ainda é costume contratar uma dançarina
do ventre para se apresentar nas cerimônias de casamento. Ela é
vista como atração principal e é fotografada com
os noivos que colocam as mãos em sua barriga.

Durante
uma expedição ao Egito comandada por Napoleão Bonaparte,
à procura de rota alternativa para as Índias, uma tribo
cigana que vivia às margens do Nilo chamou a atenção
dos soldados. Eram os Ghawazees (significa "invasores do coração")
povo cigano, espécie de saltimbancos que dançavam, cantavam
e contavam piadas interagindo com a platéia. Sua dança
era caracterizada pelos movimentos fortes do quadril, as batidas. Os
generais de Napoleão não gostaram do que viram e centenas
de Ghawazees foram presos e decapitados.

A
dança ritualística Guedra é dançada pelo povo
azul que vive no deserto. Esse povo é assim chamado por ter a pele
na cor azul em conseqüencia do tingimento de seus tecidos que grudam
na pele dando um tom azulado. A Guedra é uma dança curativa,
ela é praticada por mulheres da tribo que ao dançarem lançam
fluidos positivos aos presentes, ou ao doente, desejando amor e saúde.
É uma dança forte e emocionante e as batidas do tambor que
acompanha a dançarina marcam as batidas do coração.
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